Bárbara não me amava mais. Disse-me com todas as letras. Como se para exterminar qualquer risco de eu não entender, ou não querer entender, e fazer a besteira de insistir. Não mais amar é o fim absoluto. é esmagar o coração com um bigorna. sem desculpas, sem aqueles recomeços vergonhosos e doloridos para todas as partes. ponto final.
Quis ter raiva daquela mulher que amei loucamente. Procurei os adjetivos mais obscuros para compor uma cena digna de novela. Não consegui.
Respirei fundo, engolindo dor e orgulho, paguei a conta e vim embora, chutando pedrinhas pela calçada.
Que mulher! - pensei, após um intervalo de lábios apertados em silêncio e miolos pulsando em caos. ...deus, que mulher! Caberia em alguém mais tanta retidão, tanto respeito? Teria algum homem sido tratado com maior honestidade?
Mais ainda pela doce Bárbara me apaixonei.
Se eu fosse, meu caro amigo, expectator dessa banal tragédia, estaria, como você aí está, tomando dores, subindo pelas paredes de ódio e decepção com a minha pessoa.
Mas a ausência de amor não seria o único motivo realmente nobre que alguém pode dar? horrível mesmo é quando dois se amam e não se entendem. Quando mil motivos se atravessam na frente do sentimento e, mais fortes, despedaçam tudo que fora construído.
Só o fim do amor justifica o fim.
Bárbara jamais me traiu. Não deu desculpas amarelas ou afastou-me por estarmos em diferentes fases da vida. Não tivemos dificuldade de nos entender ou conviver. Sem invasões de espaço, sem (muitas) palavras mordazes. Bárbara nunca disse: o problema não é você, sou eu!
Bárbara apenas não me amava mais.
O pior dessa inevitável e triste conclusão: não poderia resmungar despautérios quando fosse desabafar com os amigos, ou fingir desilusão e tentar me enganar dizendo "melhor assim" ou "foi pro meu bem".
atravessei a areia e me entreguei à ressaca do mar de Ipanema. O sol se pondo lá longe trouxe lembrança dolorida do dia em que a conheci. as ondas rebentaram no meu peito muito aberto. os olhos e feridas arderam com o sal.
Amei Bárbara até o último gole d'água.
Quis ter raiva daquela mulher que amei loucamente. Procurei os adjetivos mais obscuros para compor uma cena digna de novela. Não consegui.
Respirei fundo, engolindo dor e orgulho, paguei a conta e vim embora, chutando pedrinhas pela calçada.
Que mulher! - pensei, após um intervalo de lábios apertados em silêncio e miolos pulsando em caos. ...deus, que mulher! Caberia em alguém mais tanta retidão, tanto respeito? Teria algum homem sido tratado com maior honestidade?
Mais ainda pela doce Bárbara me apaixonei.
Se eu fosse, meu caro amigo, expectator dessa banal tragédia, estaria, como você aí está, tomando dores, subindo pelas paredes de ódio e decepção com a minha pessoa.
Mas a ausência de amor não seria o único motivo realmente nobre que alguém pode dar? horrível mesmo é quando dois se amam e não se entendem. Quando mil motivos se atravessam na frente do sentimento e, mais fortes, despedaçam tudo que fora construído.
Só o fim do amor justifica o fim.
Bárbara jamais me traiu. Não deu desculpas amarelas ou afastou-me por estarmos em diferentes fases da vida. Não tivemos dificuldade de nos entender ou conviver. Sem invasões de espaço, sem (muitas) palavras mordazes. Bárbara nunca disse: o problema não é você, sou eu!
Bárbara apenas não me amava mais.
O pior dessa inevitável e triste conclusão: não poderia resmungar despautérios quando fosse desabafar com os amigos, ou fingir desilusão e tentar me enganar dizendo "melhor assim" ou "foi pro meu bem".
atravessei a areia e me entreguei à ressaca do mar de Ipanema. O sol se pondo lá longe trouxe lembrança dolorida do dia em que a conheci. as ondas rebentaram no meu peito muito aberto. os olhos e feridas arderam com o sal.
Amei Bárbara até o último gole d'água.
3 comentários:
Oxente... e os salva-vidas?
/naty
"as ondas rebentaram no meu peito MUITO ABERTO. os olhos e feridas arderam com o sal.
Amei Bárbara até o último gole d'água."
pronto, assim eu também morro de amor.
lindeza.
aqui parece que eu também tomei cada gole d´água...
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