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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

abstinência.

Você pede minhas palavras
e, porque minhas, te dou
na ânsia que aliviem
a crise, o fim, a dor
na vontade que fiquem
guardadas bem  fundo
na espera que lembres
quando tudo mais se for
que aqui há um colo
uns versos de alento
e quando findar teu lamento
aplaco tua abstinência
e te faço rimas de amor.

Se você não me levar a mal, se você não me levar muito a sério, se você me der licença(mesmo que só poética): te usei. Usei mesmo. Aceita o presente. E brigada pela inspiração.

Os:  eu juro, não sou louca.
beijo.

4 comentários:

Ravi disse...

"você pede minhas palavras
e, porque minhas, te dou
na ânsia que aliviem
a crise, o fim, a dor"

muito lindo. tuas palavras tem uma sensibilidade incrível.

tô sempre por aqui agora.

Beijo.

. disse...

Se eu soubesse que um pedido tão simples fosse gerar tanta cócegas boas... teria pedido mais! :)

Dou licença pra tu, doidinha.
E te levo bem.

:*

Simplesmente Outono disse...

Quem sabe fiz de minha estação meu confessionário. Não há padre e penitência.
Quando puder leia e se quiser, fique à vontade para registrar o teu pensamento.
Minhas folhas com carinho!
Simplesmente Outono.
http://www.simplesmenteoutono.blogger.com.br

Paixão, M. disse...

aiai :)
sorte sem fim de quem pediu e ganhou.